VÍRUS
H1N1
INFORMAÇÕES
DA DRA. KÁTHIA RIBAS CRM 9448
Gerente do Instituto Curitiba de Saúde
Tenho recebido
perguntas e informações, as mais diversas das mais diversas fontes, muitas
delas alarmistas... e temos que ser realistas.
Apesar de estar em férias, dediquei esta última semana para uma intensa
participação e pesquisa junto à todas as entidades
oficiais competentes sobre o assunto, e não tenho motivos para achar que elas
estejam ocultando ou minorando a real dimensão do problema.
Estive com o Secretário Estadual de Saúde, participei da reunião do Ministério
da Saúde, conversei com a s autoridades da Vigilância Sanitária, SAMU e
Secretaria Municipal de Saúde, além de epidemiologistas e infectologistas.
Não satisfeita, liguei para o CDC (Centro de Controle de Doenças em Atlanta),
onde trabalha uma colega minha de turma.
A situação atual é a seguinte:
O vírus H1N1 já ultrapassou a barreira inicial, circula livremente entre nós,
veio para ficar. Nesta 1º onda do vírus no Brasil, calcula-se que 70.000.000 de
brasileiros terão contato com ele até final de setembro.
Das atuais viroses respiratórias presentes no sul do país, 60% já são do
novo vírus, isto é, das pessoas com gripe que falamos ou que circulam na
rua, ônibus, bares, igrejas clubes, etc., mais da metade já tem o novo vírus...
Isto é uma projeção estatística, ou seja, não há mais capacidade para se fazer
exame de todos os suspeitos.
A condução dos casos será como da gripe comum, e somente os casos graves ou em
grupos de risco haverá dispensação da medicação anti viral.
O virus H1 N1 tem maior transmissibilidade que o virus influenza
, mas tem MENOR PATOGENICIDADE, OU SEJA MATA MENOS QUE A GRIPE COMUM...
Acontece que ele tem tropismo por organismo com alguma brecha imunológica que
comprometa as defesas habituais, então ele pode ser potencialmente mais
agressivo em pacientes com: nutrição inadequada, más condições de higiene,
cardiopatas e pneumopatas crônicos, asmáticos graves, renais crônicos,
diabéticos, obesos mórbidos, pessoas em tratamento com imunossupressores
(corticoides, tratamento para câncer) e doenças degenerativas.
Em pessoas hígidas, dificilmente haverá complicação, e, volto e frisar, a MORTALIDADE
É MENOR QUE O VIRUS INFLUENZA.
Em 2008, só no mês de julho, 4500 pessoas morreram de gripe comum no Brasil.
Estamos com 47 mortes pelo novo vírus em 18 dias de circulação...
Temos que estar ALERTAS, isto sim, pois é um vírus novo, pode sofrer mutações,
e ainda estamos aprendendo a conviver com ele.
Por enquanto o importante é: boa alimentação, SUCOS DE
FRUTAS, ÁGUA, ÁGUA DE COCO, VERDURAS, AMBIENTES AREJADOS, HIGIENE
ADEQUADA DE MÃOS E VIAS AÉREAS, LAVAGEM DE MÃOS VÁRIAS VEZES AO DIA. ÁLCOOL
PODE SER USADO
As Máscaras continuam recomendadas para quem está com quadro gripal, em
respeito aos outros, e em alguns serviços de Pronto Atendimento
, para as equipes de Saúde... nada de sair pela
rua e shoppings com máscara e vidro de álcool gel na mão, precisamos de bom
senso, tranqüilidade é pés no chão.
Evitar locais fechados, aglomerações shoppings, cinemas, bares, chimarrão e narguille,
pelo menos nos próximos 15 dias, enquanto o vírus está em "curva
ascendente"...
Depois, é vida normal. O anti viral – Tamiflu – só será disponibilizado pela SMS para os casos
comprovadamente graves, não tomem para qualquer gripe, pois aumenta a
resistência do vírus!
Em 99,85% dos quadros de H1 N1 a evolução será ABSOLUTAMENTE BENIGNA, ou seja,
portados assintomático, sintomas leves ou moderados, perfeitamente tratados com
cama e sintomáticos (repouso por 5 dias está mais que
suficiente).
O afastamento das aulas é muito mais uma medida tranqüilizadora para os pais,
enquanto as equipes das escolas são adequadamente preparadas para receberem os
estudantes e conviverem com a nova doença.
As 2 gripes estão ai, os sintomas são idênticos, não há porque saber se é gripe
A ou influenza, a conduta será igual, e evoluirá geralmente bem.
Tivemos mortes, sim (porém 3 das mortes da semana passada acabaram se
confirmando como da influenza, e não da gripe A). Alguns jovens saudáveis
faleceram sim, mas na grande maioria , mesmo nos jovens,
havia algum fator basal predisponente: acompanhei 3 casos: 1 criança do
interior (desnutrida); 1 adulto com 33 anos (cirrose) e 1 senhora de 54 anos
(asmática grave).
Portanto, amigos, muita cautela na transmissão de informações: A CALMA É
FUNDAMENTAL, OS CUIDADOS GERAIS TAMBÉM. DEVEMOS ESTRA ALERTAS, MAS TEMOS QUE
SEGUIR A VIDA COM NORMALIDADE, PORQUE A GRIPE SAZONAL MATA MUITO MAIS QUE ESTA
E NUNCA TEVE ESTA DIMENSÃO DE ALARME.
Evitem lotar os hospitais com casos leves, só em casos de febre = ou > de
38ºC (este é o fator patognomônico!), dor de garganta ou dificuldade
respiratória as pessoas deverão procurar os postos de Saúde.
Estamos
conectados diariamente com a SMS, SESA e Central de Leitos, qualquer alteração
na condução dos casos ou orientações gerais, haverá ampla divulgação
Dra.
Káthia Ribas CRM 9448
Gerência do Instituto Curitiba de Saúde